O módulo industrial i.Cee² da igus simplifica a entrada na manutenção preditiva
Setembro 16, 2026
Análise de dados plug&play diretamente na máquina, sem necessidade de infraestruturas informáticas complexas

A utilização industrial dos dados das máquinas representa um fator determinante para alcançar uma maior eficiência, reduzir os tempos de paragem e promover uma produção mais sustentável. No entanto, a implementação da monitorização do estado e da manutenção preditiva falha, frequentemente, na prática devido a estruturas informáticas complexas, elevados custos de implementação e falta de transparência dos dados. Com o novo módulo i.Cee², a igus apresenta uma solução que permite às empresas registar, visualizar e analisar de forma rápida e simples os dados das suas máquinas.
Num contexto de subida dos preços da energia e de exigências crescentes em termos de sustentabilidade e eficiência dos recursos, a utilização dos dados assume uma relevância acrescida, dado que apenas quem conhece e analisa detalhadamente os seus processos consegue otimizar o consumo energético, reduzir os tempos de paragem e manter a competitividade a longo prazo. Perante a incerteza que muitas empresas ainda demonstram em relação a estratégias de digitalização complexas, a igus surge com a resposta adequada através do módulo i.Cee². Este dispositivo industrial compacto é instalado diretamente num quadro elétrico e opera como um dispositivo independente da própria máquina, assumindo o papel de um módulo de análise e de registo de dados universal. Através de ligações analógicas e digitais integradas, é possível ligar uma grande variedade de sensores, por exemplo, para registar quantidade de ciclos, temperaturas, humidade ou forças. Os dados são armazenados, processados e visualizados diretamente no dispositivo, oferecendo aos utilizadores uma visão direta sobre o estado dos seus sistemas sem a necessidade prévia de configurar infraestruturas informáticas complexas. “A manutenção preditiva não se inicia com sistemas complexos, mas sim com os dados iniciais, motivo pelo qual utilizamos deliberadamente o registo de dados como ponto de partida para o i.Cee², permitindo que os clientes comecem por registar os dados fornecidos pelas máquinas para reconhecermos correlações e o estado passo a passo, o que permite uma transição muito realista para a monitorização do estado”, explica Richard Habering, Responsável pela área de smart plastics na igus. Apenas posteriormente é que surgem as previsões e recomendações específicas no âmbito da manutenção preditiva, estabelecendo uma base fiável para análises adicionais, especialmente no caso de empresas sem um histórico de dados prévio.
Processamento de dados no local em apenas alguns segundos
Uma das principais vantagens do i.Cee² reside no facto dos dados serem processados diretamente no local de origem, uma vez que o módulo utiliza os princípios dos sistemas computacionais, em alternativa aos modelos baseados exclusivamente na cloud, reduzindo os volumes de dados, minimizando a dependência de redes e garantindo tempos de resposta rápidos. Ao mesmo tempo, a integração em sistemas de nível superior permanece flexível, permitindo transferir dados para plataformas de armazenamento ou sistemas SCADA e MES, conforme necessário, através de ligações comuns, tais como APIs REST e MQTT, sem que a ligação à internet seja um pré-requisito, dado que o sistema funciona de forma totalmente autónoma no modo local. O circuito de entrada para a alimentação elétrica de 24 V DC já foi testado e comprovado em inúmeras aplicações industriais com redes “instáveis” e ligações com interferências eletromagnéticas, assegurando um funcionamento fiável, mesmo em condições elétricas exigentes, como por exemplo, nos pórticos e nas gruas. Graças à integração de quatro entradas e saídas analógicas e digitais, CAN bus, RS485, HDMI e duas portas RJ45, o dispositivo pode ser facilmente ligado a múltiplos sensores disponíveis no mercado.
Software aberto para máxima flexibilidade
No domínio do software a igus adota igualmente uma abordagem aberta, fornecendo o módulo com um ambiente pronto a utilizar constituído por soluções de código aberto, como a ferramenta de programação visual Node-RED, base de dados InfluxDB e o Grafana para visualização, o que permite aos utilizadores criarem os seus primeiros painéis de monitorização, definirem fluxos de dados e analisarem correlações sem conhecimentos profundos de programação. Simultaneamente, o sistema permanece aberto a expansões futuras, por exemplo, através de algoritmos de análise adicionais ou de métodos de análise baseados em inteligência artificial.
Saiba mais sobre o módulo i.Cee² nas novidades dos smart plastics de 2026, dedicadas ao i.Cee²: https://www.igus.pt/smart-maintenance/novidades/26-sma-01-i-cee-2
