Do plástico dos oceanos à mobilidade, a igus apresenta, pela primeira vez, uma bicicleta elétrica feita com plásticos reciclados
Setembro 30, 2026
Na feira Eurobike, em Frankfurt, a igus apresentou uma versão elétrica da igus:bike, de baixa manutenção, fabricada a partir de redes de pesca recicladas

A igus continua a impulsionar a visão da mobilidade urbana sustentável. Na feira Eurobike, a empresa apresentou pela primeira vez uma versão elétrica da sua igus:bike, dando resposta à crescente procura pela mobilidade elétrica de baixa manutenção no interior das cidades. O modelo anterior já comprovou a sua robustez ao longo de uma viagem mundial de um ano e meio, sob diferentes climas. A bicicleta em plástico amplamente testada tem vindo a ser continuamente melhorada e serve de base para a nova versão elétrica. À semelhança da igus:bike, é produzida com 50 por cento de redes de pesca recicladas e oferece a oportunidade de combinar a proteção ambiental com a mobilidade urbana de baixa manutenção. Tudo isto a um preço excecional de 2.500 euros.
Perante estradas congestionadas e fraca qualidade do ar nas cidades, cada vez mais pessoas trocam o automóvel pela bicicleta para se deslocarem com maior rapidez e reduzirem as emissões de CO2. Cerca de metade das bicicletas compradas recentemente na Alemanha são atualmente e-bikes, segundo uma análise de mercado realizada pela empresa de consultoria EY. “Estamos convictos de que estamos a lançar uma bicicleta elétrica que não só é particularmente robusta, como também se enquadra no conceito de economia circular, dando resposta a esta procura crescente”, afirma Jens Boldt, Diretor da Unidade de Negócios igus:bike na igus. Jens Boldt e a sua equipa ficaram inspirados pela digressão mundial da igus:bike, a qual levou a bicicleta a percorrer 25 países. A bicicleta construída em plástico já percorreu quase 6.000 quilómetros e comprovou a sua durabilidade em diversas zonas climáticas. “A digressão proporcionou-nos conhecimentos valiosos, uma vez que muitos componentes demonstraram a sua robustez em condições reais e, toda esta experiência, foi aproveitada para o desenvolvimento da nova e-bike. Utilizamos esta aprendizagem prática contínua para aprimorar constantemente tanto a igus:bike como a versão elétrica. Todos os componentes passam por ensaios rigorosos no nosso laboratório de testes antes de serem aplicados”, explica Boldt.
A nova bicicleta elétrica é produzida com 50 por cento de plástico, desde o quadro até às rodas, desde o espigão do selim até ao guiador . O metal é utilizado apenas quando é tecnicamente indispensável, como por exemplo, na forqueta de suspensão, nos discos e cabos de travão. Concebida para a circulação urbana, a bicicleta elétrica com uma única velocidade pesa cerca de 20 kg e funciona com um motor na roda traseira de 60 Nm e uma correia dentada em fibra de carbono e plástico. A bateria proporciona uma autonomia até 120 quilómetros. A produção em série arrancou no terceiro trimestre de 2026 e a bicicleta elétrica da igus estará disponível para venda a partir de 2.500 euros. A igus planeia igualmente uma nova versão não elétrica, equipada com um cubo de oito velocidades.
Proteja os oceanos enquanto anda de bicicleta
Segundo a organização ambiental WWF, cerca de um terço dos resíduos plásticos presentes nos oceanos é constituído por materiais de pesca, como redes e cordas. Para reduzir este volume de resíduos, a igus conta com um parceiro belga na produção da igus:bike. Este parceiro recolhe as redes que os barcos de pesca perdem junto à costa, procedendo à sua limpeza e transformação em pó plástico. “Os nossos especialistas em materiais conseguiram assegurar que 50 por cento do plástico utilizado nos quadros das bicicletas seja proveniente deste material reciclado”, afirma Boldt. Para a sua produção, a igus recorre a um processo especial, já utilizado no modelo anterior, produzindo peças robustas ocas e sem soldaduras. “No entanto, o processo tem sido aperfeiçoado de tal forma que o quadro apresenta uma rigidez ainda maior, permitindo reduzir a espessura das paredes e obter um desenho mais estreito.” Uma característica marcante é o novo desenho com apoios em ambos os lados, o que confere à bicicleta em laranja e preto um visual inconfundível. A igus fabrica outros componentes, tais como o espigão do selim e o próprio guiador em injeção com molde.
Baixa manutenção em trajetos urbanos
Quando as pessoas se deslocam pela cidade, deixam frequentemente as suas bicicletas à chuva, por exemplo, enquanto vão ao supermercado. Os componentes como a corrente, o espigão do selim, os aros das rodas e as soldaduras do quadro ganham ferrugem com facilidade. Como resultado, torna-se necessário limpar as peças com elevados custos, realizar manutenção regularmente ou até substituí-las completamente. Em bicicletas convencionais ou elétricas de alta gama, pode representar valores consideráveis. “Em contrapartida, a igus:bike, é quase isenta de manutenção”, afirma Boldt, podendo ficar exposta à chuva durante anos sem sofrer corrosão. Além disso, não exige qualquer manutenção nos pontos de apoio, visto que a igus utiliza casquilhos deslizantes isentos de lubrificação, fabricados em polímeros de elevado desempenho, por exemplo, nas manetes de travão, nos pedais e nos amortecedores. Os lubrificantes sólidos microscópicos integrados garantem ainda um funcionamento a seco com baixo atrito, a longa duração, e sem necessidade de óleos ou massas lubrificantes.
